PARLAMENTO ANULA AGÊNCIA “ANTI-CUNHA”

A lei que criou a Agência de Recrutamento dos Recursos Humanos da Administração Pública foi anulada na semana passada. A revogação da agência “anti-cunha” foi aprovada na globalidade com 33 votos do MpD e contou com 23 votos contra dos deputados do PAICV e com 3 abstenções da UCID.

A revogação da lei justifica-se, segundo a declaração de voto do deputado João Gomes (em representação da Bancada Parlamentar do MpD), como um “primeiro passo na construção de uma sociedade mais justa, onde todos os cabo-verdianos têm as mesmas oportunidades.” Garantiu, entretanto, que “por um período transitório não haverá concursos públicos”. Isto porque segundo advogou, a Bancada do MpD revoga concursos fantoches.

Esta atitude do MpD vai contra tudo o que foi prometido na campanha eleitoral, onde o tema da despartidarização foi a principal bandeira das “ventoinhas”. Recordo que ninguém pressionou o MpD para avançar com a tão propalada despartidarização. Foi o próprio partido que a entendeu como sendo algo que beneficiaria o país. Por tudo isto, ainda se torna mais chocante esta quebra de compromisso para com os eleitores.
Mas o MpD ainda foi mais além, criando um período de transição onde não haverá concursos públicos, precisamente na altura onde se nomeiam os titulares dos cargos públicos.

Conveniente, não?

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