ANÁLISE POLÍTICA À QUESTÃO “SUBEMPREGO”

Já aqui falamos nos bons resultados relativos à taxa de desemprego de 2015. Voltamos ao tema para fazer uma análise aos acontecimentos subsequentes.

Do ponto de vista político, a descida de 3,4% da taxa de desemprego é um importante argumento para o PAICV, ainda para mais quando a sua líder era a responsável por esta pasta no último executivo. Para combater este argumento, o partido do Governo justifica que a descida da taxa de desemprego foi feita à custa de subemprego.

Existem várias definições para subemprego, mas para este caso apenas interessa aquela pela qual se rege o indicador do INE. Nesse âmbito, o subemprego diz respeito a “pessoas empregadas que, na semana de referência, trabalharam menos que 35 horas nas actividades que exerceram, e que declararam estar disponíveis para trabalhar mais horas, caso tivessem encontrado uma outra actividade”. Ou seja, pessoas que estão a laborar, mas que estavam dispostas a trabalhar mais horas/outra actividade.

Quer-se fazer passar a ideia que subemprego é algo de terrível, quando na realidade não é isso que acontece. Obviamente não é o ideal, mas não há país no Mundo onde não exista subemprego. Por exemplo, em Portugal a taxa está nos 46,4%. O mais curioso no meio desta disputa argumentativa é que a taxa de subemprego era de 31% em 2014, tendo baixado para 26,5% em 2015. Uma descida de 4,5%.

Os números são bons e agora o novo Governo tem que continuar a fazer este caminho de redução do desemprego e de melhoria das condições de vida.

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