Justiça para “Monte Tchota”!

A caserna do destacamento das Forças Armadas no Monte Tchota, onde oito militares e três civis foram alegadamente assassinados pelo soldado “Antony” Silva, foi reaberta, esta terça-feira, três semanas após o massacre. As Forças Armadas preparam-se para regressar à “normalidade”. Entretanto, os familiares das vítimas continuam sem respostas para o sucedido, o soldado “Antony” Silva continua preso, sem apoio psicológico e sem acusação formal. De realçar que apenas na semana passada o Ministério Público formalizou o pedido para investigar o caso.

Este caso está a ser acompanhado pela comunidade internacional especialmente por Espanha, que tem dois cidadãos entre as vítimas. Não é novidade para ninguém que o sistema de Justiça é muito lento. Independentemente da cor do Governo, outras medidas já deveriam ter sido tomadas, ainda para mais por se tratar de um caso “excepcional”, onde a credibilidade das Forças Armadas e do próprio país está posta em causa, quer pelo nosso povo, quer pelas instituições internacionais.

Na campanha Eleitoral, o MpD fez deste tema uma bandeira. O novo Governo está ciente desta necessidade estrutural e por isso colocou no programa de Governo o seguinte: “Por isso, a aposta primeira do MpD quanto à Justiça é o combate à morosidade nas decisões judiciais, na convicção de que só uma justiça que responda às nossas preocupações em tempo oportuno pode ser justa.”

Agora é tempo de passar das palavras aos actos. Os cabo-verdianos, a comunidade internacional e especialmente as famílias merecem uma resposta rápida para conseguirem ultrapassar esta tragédia.

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